Arquivo da categoria: Teoria

Classificam postagens com informações que sugerem um pensamento relativamente consolidado por áreas do conhecimento e/ou validado pela experiência

OVNIs – marcas, formas, luzes ou objetos

Sinais percebidos mas pouco compreendidos.

Ilustração https://www.instagram.com/brabarelaquarela/

Serra do Tamanduá em 04/03/2019.

A Serra do Tamanduá fica no município de Vila Propício – GO. O município possui o segundo maior complexo de cavernas do centro-oeste. Vizinho dos municípios de Cocalzinho de Goiás, Goianésia e Pirenópolis, Vila Propício se situa a 29 km a Sul-Leste de Goianésia a maior cidade nos arredores. Situado a 722 metros de altitude, a Vila Propício tem as seguintes coordenadas geográficas: Latitude: -15° -27′ 31” Sul, Longitude: -48° 53′ 9” Oeste.

Avistamento incomum de luz no alto da Serra, 30 dias antes. Clique na imagem para ver o detalhe ampliado.

Vandélio, sua esposa Valdelice e sua cunhada, sobem a Serra do Tamanduá município de Vila Propício GO em 04/03/2019.

Se divertindo à maneira deles no período do Carnaval/2019, o grupo aproveitou a oportunidade para fazer algumas imagens. Relembram que uma das motivações para subir a Serra foi o registro fotográfico de uma luz incomum no alto da serra (imagem acima) feito por Rosa, cunhada de Valdelice, 30 dias antes. Portanto por volta de 04 de fevereiro de 2019, as 7:30h da manhã.

Rosa se encontrava em frente à sede da fazenda, de onde fez a imagem acima. A luz foi vista numa altura intermediária onde está instalada uma torre de transmissão de sinal de rádio. E onde os excursionistas estiveram.

Embora os depoimentos não apontem para esta alternativa, pode-se supor em relação a luz registrada, tratar-se de farol do veículo do pessoal que faz a manutenção da antena ou outro veículo qualquer. Afinal trata-se de uma região acessível.

O grupo motivou-se ainda mais a subir a serra devido a este registro fotográfico. Embora seja um registro feito a grande distancia sem muita resolução. Motivados também pelo relato de Rosa  que “… ficou maravilhada com a luz muito forte…”  e de seu empenho em registrar, “…eu não sei como ela conseguiu fazer isso, ela é meia ruim com celular.”,  diz Valdelice. Houve ainda uma filmagem que Rosa não deu muita atenção por se tratar de um “vídeo muito pequeno”.

Estas e outras imagens acabaram por motivar esta reflexão.

Os excursionistas fazem duas selfies no alto da Serra e após voltarem para casa se surpreendem com uma mancha em uma das imagens.

Os três caminharam aproximadamente 3.000 m de distância em sentido ascendente até certa altura da Serra. A altitude máxima chega a aproximadamente 800 m de altitude. As regiões mais altas entre Vila Propício e Goianésia chegam a 1.200 m de altitude.  Chegaram até “onde tem uma antena de comunicação …” usaram celular para fazer o registro e só viram a marca na segunda fotografia quando chegaram em casa e alguém lhes chama a atenção para o fato.

O que é intrigante é que não parece fácil explicar o processo de alteração ou marcação de imagens digitais sem a intervenção humana direta. Penso que só é possível através da edição da imagem por ferramenta própria. Ou seja, a inserção de marcação, qualquer que seja, a partir de recurso de edição. E isso, poderia ser considerado fraude, o que pela idoneidade das testemunhas está fora de cogitação. Ou seja, a imagem não sofreu edição.

É intrigante também, uma estranha marca numa das fotografias feitas, quando o propósito era mostrar através das imagens, o local onde ocorrera anteriormente um avistamento de OVNI.

Primeira foto – sem a marcação ou objeto – Foto de Valdelice Siqueira
Segunda foto – com a marcação ou objeto – Foto de Valdelice Siqueira

Ao compartilhar as imagens recebidas com o grupo de estudos GE-UFO, DF, surgiram algumas considerações importantes dos pesquisadores, Sérgio Almeida e Thiago  Ticchetti  que foram inseridas abaixo:

Segundo Sérgio, ao ampliar a “marca exibida em uma das fotos” percebe-se que muito provavelmente, trata-se de um balão atmosférico. Nota-se o “rabicho” na parte inferior do mesmo. Ali na ponta ficaria o instrumental de medição, diz ele.

Tiago concorda que seja bem parecido mesmo. Mas sugere que procuremos conhecer a velocidade que ele se desloca e o intervalo entre uma foto (a que mostra o balão) e a outra que não mostra nada.

Atentos à hipótese de balão meteorológico consideram que não podemos nos esquecer que em altitudes significativas, 800 metros para mais, ou para menos em algumas regiões, a velocidade do vento pode ser grande – ainda que não percebamos. E que a diferença temporal entre as fotos, no entanto, deve ser mínima  (1 a 3 segundos, calcula Sérgio).

Observam eles que a maior altitude do Centro-Oeste é o Morro do Pouso Alto com 1.691 metros.

Outro detalhe é que o comportamento de um balão atmosférico em descendência pode variar de vários metros para cima ou para baixo em pouco tempo. Quando ele está ascendendo (subindo ) o movimento é mais continuo e crescente.

Percebe-se, nesse conjunto, a insuficiência de dados para afirmar tratar-se de um balão atmosférico ou meteorológico, como sugere a aparência ampliada da imagem. Se não pode ser um balão ou um “borrão digital” vale acrescentar a hipótese igualmente de difícil comprovação, de que possa ter sido um sinal inteligente para as testemunhas. Uma espécie de mensagem assíncrona ou comunicação inteligente.

“Nós não sentimos nada . Só vimos o sinal na foto quando descemos do morro e o pessoal que estava embaixo nos mostrou, (na fotografia) minha cunhada apontando pro sinal sem perceber.”

Evento semelhante, inclusive, também em período de carnaval, ocorreu em Arraial do Cabo em 2015. Veja depoimento da testemunha:

“Meu nome é Roberto Ruiz Guerreiro Filho, tenho 32 anos moro em Taboão da Serra SP.

Pesquiso sobre o assunto a muitos anos, ultimamente meu interesse cresceu bastante devido aos meus estudos sobre história e civilizações antigas, acabei me deparando com fatos que levam a crer na influência de seres extraterrestres no início de nossas civilizações.

Paralelo a isso aconteceu em arraial do Cabo em 2015 um fato inusitado…

Estávamos passando o carnaval em Arraial do Cabo em 2015, família e alguns casais de amigos. Em um passeio de escuna um dos amigos resolveu tirar algumas fotos em um celular moderno que ele tinha, no modo em que disparam várias fotos em sequência.

E apareceu em uma das fotos em fração de segundos de um flash para outro um objeto”

Imagem sem o objeto – Arraial do Cabo em 2015
Imagem com o objeto – Arraial do Cabo em 2015

Refletindo sobre a relação visível/invisível e hipótese de comunicação inteligente relacionada as ocorrências mencionadas, o pesquisador Thiago  Ticchetti considera: “Quando aparecem fotos assim, uma coisa vem a minha cabeça. Pode ser, e eu acredito de verdade nisso, que hoje em dia “eles” tenham uma tecnologia tão avançada que ficam invisíveis aos nossos olhos e de vez em quando “temos sorte” e flagramos um deles em fotos ou filmagens. Não que essa foto (da Serra do Tamanduá) seja genuína de um UFO, mas acho essa possibilidade bem plausível.”

Para Sérgio, “sempre pareceu óbvia a possibilidade da invisibilidade (e/ou mimetização) controle de imagem e som externos e internos (da nave) sem falar no controle temporal da aparição para o ambiente terrestre, embora eles possam estar sempre presentes ainda que não os vejamos —> nem todas as civilizações conseguem isto [ainda]. Existem vários exemplos de casos assim na casuística.” … “Considero importante dizer que para fazer as considerações acima, não apenas conjecturei e sim baseei cada uma das considerações em pelo menos um Caso, conforme relato da testemunha do referido Caso.”

 Comunicação e/ou interação

Trata-se de percepção e registro de sinais?  ou de percepção e registro de objetos? Nós estamos percebendo e registrando um sinal enviado a nossa densidade material e temporal? Ou estamos percebendo e registrando um objeto que penetra em nossa densidade material e temporal? Isso é comunicação inteligente? Isso tem potencial interativo?

Sejam formas, luzes ou objetos, eles possuem a intenção da comunicação? Parece que sim. Eles parecem percorrer um caminho no espaço, do invisível ao visível. Ao tornarem-se visíveis, tornam-se visíveis aos olhos humanos e/ou às nossas tecnologias, filmadoras e máquinas fotográficas digitais, radares e até grandes superfícies de plantações. Com isso, parecem comunicar algo.

Sempre fomos levados a uma espécie de “alegoria da caverna”, lembrando inevitavelmente Platão, um clássico autor da teoria das formas. Percebemos tais formas, semelhante as sombras projetadas nas paredes da caverna, sejam ao vivo em vigílias, ou inesperadamente, através de  imagens, registros vídeográficos, viagens astronáuticas, sejam nas mais diversas narrativas de contato com o mundo exterior. Estas formas com seus movimentos e signos, no entanto, têm sido ainda insuficientes para nos acordar, pois nossas respostas a estas inquietações, ainda nos parecem também, tão primárias.

Ou seja, mesmo saindo da caverna (planeta terra) ao  espaço exterior, parece insuficiente a experiência de quem sai. Ele(a) não volta trazendo uma resposta convincente ao grupo. Como era de se esperar seguindo as pegadas do sábio autor de “A República” em seu livro VII. No entanto, seguindo a mesma alegoria, é de se esperar, e isso é muito comum, que os apelos de quem sai, ao retornar, não sejam ouvidos. Podendo ele(a), sofrer criticas pesadas, senão, represálias por tal absurdo.

Apesar disso, continuemos! Serão estes eventos, aferidores da percepção de um lado sobre o outro, ou de um processo interativo?

Comunicação assíncrona

Nos relatos acima as tecnologias, as máquinas fotográficas são as superfícies receptoras, são os olhos que registram o evento. Uma comunicação? Um sinal emitido e registrado para ser lido, decifrado algum tempo depois. Se é assim, ainda que seja num tempo posterior bem próximo, não se tratará de uma leitura e interpretação imediata, síncrona com o seu registro, menos ainda, de uma resposta imediata. O humano por trás da máquina perceberá o registro algum tempo depois. Só então tentará entender, interpretar, decifrar.

O mesmo acontece com os agroglifos, raramente são percebidos no momento do registro. Se é uma comunicação, nestes casos ela é assíncrona, principalmente, no caso dos agroglifos, por se tratar de símbolos que sugerem um sentido complexo.  Precisaremos de tempo para decifrar e não sabemos a quem e como responder. Podemos dizer que se trata de uma comunicação assíncrona e em processo. Podemos questionar, se deliberada e/ou estrategicamente assíncrona. Para aumentar o grau de complexidade, será pela mensagem, ou pelo conjunto delas, ou pela combinação entre elas, que teremos que descobrir também seu remetente.

Além disso, o que parece ser uma mensagem recebida pela primeira vez, independente de sua origem, pode ser uma resposta a mensagens humanas terrestres enviadas anteriormente ao espaço via sistemas de comunicação convencionais.

Comunicação visual síncrona

Por outro lado, casos de percepção seguida de registro, o que talvez possamos chamar de comunicação visual síncrona, existem e são bastante comuns.

Hoje mesmo, o pesquisador Ismael, em passagem pelo grupo GE-UFO DF, relatou várias ocorrências e apresentou registros fotográficos recentes, decorrentes de uma comunicação síncrona. Conta ele que já na pré-adolescência teve uma interação com seres que ele chama “os greys”. Os registros fotográficos que ele faz hoje são precedidos da sensação de que eles irão aparecer em tal ou qual hora e lugar.

Ele observa objetos luminosos, aparentemente metálicos, ou luminosos, que se movimentam nos céus. Algumas vezes fotografa, filma e em outras ocasiões afirma que só pode observar e não registrar. Nesse caso há interação. Não é apenas um sinal esporádico que é registrado sem nenhum aviso prévio. A comunicação é sincronizada em tempo real. Estou aqui pode registrar. Ocorre a sensação de que algo vai acontecer. De que haverá a manifestação ou presença dos objetos nos céus e a pessoa se desloca para observar.

Registro feito por Ismael a partir do Lago Sul – Brasília DF em 05/03/2019 ?
Registro feito por Ismael a partir do Lago Sul – Brasília DF em 05/03/2019 ?

Em um  caso a tecnologia humana é usada sem o conhecimento ou anuência daquele que a opera, noutro não precisa da tecnologia para ser visto ou ainda, a forma, luz ou objeto são vistos antes de se fazer o registro. O registro pode ocorrer mediante autorização. Ocorre a sensação de que naquele momento pode-se fazer o registro ou naquele momento não pode ser feito o registro.

E as formas são mais ou menos nítidas em ambos os casos. Parece haver um esforço de adensamento. Será para se comunicar ou para criar um caminho, um canal de passagem, uma forma de manifestação? São estes movimentos intencionais,  experiências controladas?

Parece um ensaio entre densidades materiais! Dá-se a impressão também de que algo ou alguém procura sintonia, procura experimentar  frequências ou algum tipo de modulação.

O que está acontecendo, no geral, não parece um esforço para se camuflar, se esconder de humanos agressivos, como querem alguns. Nem a intenção de perseguir humanos como predadores cósmicos. Embora isso pareça acontecer ocasionalmente, conforme algumas narrativas, por alguma razão.

Entretanto, não se pode afirmar que se foram vistos, foi porque cometeram um flagrante deslize. Isso seria supor que eles não querem ser vistos.  Se há uma intenção por traz, ela deve ter um limite. Mas não parece um rotundo “mantenha distância”. Parece haver um desejo de interação em curso. E de ambos os lados.

Um depoimento colhido em São Sebastião da Aldeia, nas margens da Represa de 3 Marias no Centro Oeste de Minas, na semana passada, carnaval de 2019, mostra mais um ensaio curioso. O fato em si ocorreu há muito tempo na região de São Sebastião da Aldeia. Um povoado de mais ou menos umas 100 casas e uma igreja, católica. Local de descanso e pescaria de moradores das cidades vizinhas.

São Sebastião da Aldeia – Margens da Represa de 3 Marias – MG

Um profissional da CEMIG – Companhia de Eletricidade de Minas, de passagem pela região, disse ter visto ali, certa ocasião, um objeto luminoso sem forma precisa, aparentemente circular, que repentinamente se dividiu em 5 partes menores e iguais e se deslocavam em um bailado como se tivessem procurando algo ou experimentando algo com aqueles movimentos para logo a seguir se juntar novamente repetindo a forma original. Isso se repetiu por duas vezes para em seguida partir em alta velocidade rumo ao espaço.

Não tenho detalhes do caso e talvez eu nunca venha conhecer a testemunha, que relatou o ocorrido a um de meus irmãos (Arilson Afonso) que frequenta a região.

São muitos os casos que nos fazem pensar no sentido intuitivo que temos em relação aos sólidos e volumes. Sempre questionando nosso entendimento da realidade. Nos fazendo pensar que nossas leis físicas não são tão absolutas como pensamos que são. Desde manifestar-se do nada, tornar-se ora visível, ora invisível. Dividir-se em várias formas e juntar-se em uma só forma, como no relato acima.

Percebemos “tecnologias” espantosas aos nossos olhos. Ou assimilamos estas “coisas” como tecnologias, num processo autofágico constante de informações, nunca conclusivo acerca de sua real natureza?

Efeito Matrix?

Estaremos nós vivendo em um sistema auto-imune, conservador por natureza, que não quer sofrer alterações na forma, tal como supomos que tenha sido criado? Uma vez ameaçado por outra realidade, o sistema aciona seus recursos de auto preservação, tornando-se imune a mudanças consideradas perigosas para sua estabilidade e continuidade?

Pensemos, se uma tal realidade, a qual denominamos “fenomenologia”, se atualizando no processo de aproximação, tornasse assimilável no universo humano conhecido, no qual temos o que denominamos “tecnologia”, a qual também se atualiza constantemente. Pode ocorrer de tal forma, que nessa relação  nossa tecnologia camufla a fenomenologia. Isso é uma espécie de cooptação da forma, impedindo sua revelação no plano coletivo. Numa atitude camaleônica, o que deveria se tornar conhecido, se mantem presente, embora inexplicável ou não identificado num certo nível ideal dentro de um sistema fechado.

De que lado está a intencionalidade de o manter camuflado?

Se a fenomenologia alcança uma forma de se identificar pela similaridade com nossos artefatos tecnológicos, e nosso sistema conceitual e de valores,  o sistema se ajusta, se alinha, com estas novas tecnologias no sentido de camuflar a fenomenologia. Assim, p. ex., a fenomenologia que é identificada por semelhança à forma de um balão meteorológico ou atmosférico, leva o sistema de crenças a afirmá-lo como tal, dizendo, “esquece, era somente um balão!” 

A fenomenologia, negando a sí própria como dizia Jacques Vallée. Ou nosso sistema de crenças negando a fenomenologia e camuflando suas reais intenções de conhecer ou simplesmente de não divulgar possibilidades provocativas nesse sentido?

Isso que parece uma estratégia de aproximação por semelhança na forma, acaba por resultar no distanciamento da compreensão de sua natureza. Em especial, essa estratégia é afeita às instituições que sustentam o sistema. Ou seja a busca por similaridade na forma se torna tão conveniente e necessária que é apressadamente usada como fato. Nesse ponto, a fenomenologia se camufla ou nossas instituições o faz, tornando-a algo comum, familiar entre nós e não estranho, como pensávamos antes.

Em vez de se buscar identificar a partir das suas diferenças, muitas vezes estruturais e profundas, busca-se identificar pela aparente similaridade. O resultado conveniente é apresentado e imposto muitas vezes, à fórceps do sistema de crenças dominante.  Apesar das tensões e conflitos internos que buscam a compreensão da fenomenologia.

Isso ocorreu em muitas situações, um exemplo bastante documentado, foi o incidente com OVNI na região da Papuda em 11/04/1991. Ao final as autoridades do Controle de Tráfego Aéreo que acompanharam o incidente pelo radar, afirmaram tratar-se de balão meteorológico.

Mesmo sendo verificado pela autoridade policial militar responsável pela segurança do presídio, que se esforçara, na ocasião, pelo esclarecimento da natureza do fenômeno; Mesmo com várias e continuadas comunicações telefônicas; Com várias confirmações de deslocamentos, relatos e informações de cores, formas e movimentos incompatíveis; Bem como, o tempo de permanência nos céus não conferirem com o tempo da emissão e resgate de balões; O veredicto final foi de que tratava-se de balão meteorológico.

Imaginem a indignação do oficial responsável pela segurança do Presídio, o então Tenente Damasceno, hoje reformado como oficial de alta patente. Balonista carioca, experiente, ter que aceitar que o que via, juntamente com várias testemunhas militares era um balão! Quando tudo o que via contrariava esta afirmação, ele deve, em respeito a hierarquia institucional aceitar que assim o era. Ou seja, por força do sistema de crenças e valores. Desinformar para camuflar.

Há uma enormidade de cenários possíveis, de combinações, de  possíveis avanços e retrocessos nesse jogo. Existe, uma relação entre o nosso modo de vida, incluindo nossos modelos de percepção de mundo baseados na ciência, na técnica, nas religiões e nas culturas dos povos (que aqui chamo de sistema) e um outro sistema  externo ao nosso espaço e tempo domésticos, que se nos apresenta através dessa fenomenologia. Há limites mas há uma imitação recíproca no processo interativo.

Ou seja, até um certo ponto da relação, a imitação pode até ser uma estratégia de aproximação por similitude. Mas a partir daí se torna estratégia de camuflagem. E a partir de um dado momento ainda o que se precisa buscar evidenciar são as diferenças, as incongruências ou mesmo novas especificidades da relação.

A relação imitativa se assemelha a arte e a vida real, cuja interação e influências se dão mutuamente.

Hoje são os DRONES ou VANT que assumem esse papel de camuflar muitos eventos que surgiram outrora.

O primeiro VANT – Veículo Aéreo Não Tripulado, registrado no Brasíl foi fabricado pela extinta  CBT (Companhia Brasileira de Tratores). Movido a jato, o protótipo tinha como objetivo servir de alvo aéreo, realizando seu primeiro voo em 1983.

Além desse, outro VANT registrado é o Gralha Azul, produzido pela Embravant. Este possui mais de 4 metros de envergadura, podendo realizar até 3 horas de voo. Novas versões vêm reduzindo seu tamanho, até projetos de nanotecnologia que possibilitaram intensificar e diversificar seu uso desde o início do século. E esse ritmo continua.

Consulta google em 10/03/2019

Os novos tipos e modelos trazem luzes multicoloridas, são multitarefas, duração de vôo e alcance maiores. Diurnos e noturnos. Na aparência, se prestam a confusões várias. Um bom exemplo que causou estupefação coletiva à época foi o caso de Cassimiro de Abreu. Em dois momentos houveram registros significativos. O primeiro caso em 1980 e o segundo, 11 anos depois, em 1991.

Casimiro de Abreu – 1980

Atualmente poderiam ser confundidos com certos tipos de veículos aéreos não tripulados mas à época isso era muito improvável:

Ou seja, os OVNIs de Casimiro de Abreu se apresentaram multicoloridos e com manobras sofisticadas para a época, imitando os atuais Drones. Quando comparamos com tipos modernos, sofisticados, nos perguntamos se não se trata de uma mesma tecnologia. De tal forma que o cenário de um tempo imita o cenário de outro tempo.


Casimiro de Abreu – 1991
Será a fenomenologia dos OVNIs parte de um procedimento interativo bem orquestrado, lento, porém progressivo?

Lembra a ideia de utopia de Eduardo Galeano, “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” – Eduardo Galeano.

Antes os borrões nos negativos, decorrentes muitas vezes de reações químicas acidentais no processo de revelação, nos levavam a descartar muitas imagens. Tais borrões só eram percebidas algum tempo após a revelação. Hoje a fotografia digital descarta essa hipótese de reações químicas, mas continuamos observando impressões instigantes nas imagens, que não foram visualizadas ao vivo pelo fotógrafo.

Ou seja, ao mesmo tempo que fazemos aproximações na tentativa de compreensão das “coisas”, estas, continuam “coisas” estranhas ao nosso meio e nosso entendimento. Sempre mudando ou diversificando sua forma de manifestação. Ora imita nossa tecnologia, ora nossa tecnologia é que a imita.

Embora haja imitação, camuflagem ou cooptação das formas, o que evidência as similaridades encontradas, não se pode descartar a hipótese de que tudo isso faça parte de uma relação interativa, cuja natureza queremos conhecer.

A interação experimentada com o fenômeno, mantêm-se nesse sentido geral, pelo menos aparentemente, num gradiente rítmico, metodológico e estável, porém, progressivamente dinâmico.

Até quando?!

Referências:

PLATÃO. A República. (trad. Enrico Corvisieri) São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Col. Os Pensadores).

https://itarc.org/historia-dos-drones/ Publicado em 20 de Março de 2018  História dos drones: como surgiram? Para que servem? Visto em 10/03/2019

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_Prop%C3%ADcio – consultado em 10/03/2019

Mantovani, Daielly & Viana, Adriana & Aparecida Gouvêa, Maria. (2010). Comunicação assíncrona como ferramenta no ensino-aprendizagem de estatística aplicada à administração. Revista Iberoamericana de Educación. 54.

https://ufo.com.br/noticias/cbu-encaminha-a-casa-civil-documentos-ufológicos-referentes-ao-caso-papuda-ocorrido-em-1991/