COMO FOTOGRAFAR UM UFO À NOITE

Autor: Teodorakis

Imagem ilustrativa de OVNIs

A ideia de UFOs – OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados) é bem difícil de acreditar. Muito se fala mas pouco se sabe a respeito de sua natureza. Ou seja em termos de registro fotográfico, nada claro, objetivo, palpável foi conseguido até hoje. Todas as fotos são fora de foco ou borradas, fato que contribui para sua negação.

A questão aqui não é se é verdadeiro ou falso. Mas como construir oportunidades para registrar o fenômeno.

Primeiro vamos esclarecer alguns pontos:
1º – O QUE É LUZ?  Luz é radiação eletromagnética de vários comprimentos de onda.
2º – O QUE É ONDA? Ondas são perturbações que se deslocam no espaço transportando, exclusivamente, energia de um ponto a outro, sem realizar transporte de matéria. É também definida como a variação periódica de uma grandeza física.
Uma onda é composta por:
Crista: Pontos de maior intensidade, o topo da onda.
Vale: Pontos de menor intensidade da onda.
Nível Médio: Pontos entre o as Cristas e os Vales.

Fonte: site brasilescola.uol.com.br

A distância entre a crista ou o vale e o nível médio é chamada amplitude (y). Já a distância entre duas cristas consecutivas ou dois vales consecutivos é chamada de comprimento de onda (λ).

3º – A luz se propaga em linha reta no vácuo a velocidade constante  de 300 mil km por seg.

Mas, Einstein provou em 1919, durante um eclipse observado a partir da região de Sobral, Ceará – Brasil, que a luz faz curva.

Fonte: site brasilescola.uol.com.br

A luz branca é composta de várias cores que correspondem ao espectro visível e invisível. A faixa visível ao olho humano vai de 400 nm até 700 nm. A faixa do infravermelho, acima de 700 nm e a faixa ultravioleta, abaixo de 400 nm não são visíveis ao olho humano. (exceto para certos humanos que possuem uma deficiência visual que possibilita enxergar o início do ultravioleta).

Há uma teoria de que alguns ufos emitem luz de espectro infravermelho. Isso os torna invisíveis ao olhar humano. Muitas vezes, vigílias de horas nos parecem infrutíferas. Porém, ao visualizarmos os registros das máquinas deixadas fotografando o céu, lá estão.

Porque isso acontece? Acontece devido às características do ccd – charge-coupled device(Nota 1) (este pode ter vários tipos). Mas, grosso modo, fazem a mesma coisa. Capta a luz e transforma em código binário 0 ou 1. Que depois é transformada em imagem através de um software.

Então, é a constituição do CCD (característica física do material) que o torna sensível a essa frequência e capta o objeto. Além disso, a estrutura física e a organização do ccd,  que trabalha captando as cores RGB, facilita essa captura.

A probabilidade de se ver um ufo e gravá-lo é bem baixa ou quase nula. Por isso, certos conhecimentos são necessários para que possamos construir oportunidades para registrá-los. Vamos descrever a seguir, técnicas básicas que facilitarão sua captura fotográfica.

Antes vejamos o que é uma máquina fotográfica:

Foto de Skitterphoto

Simplificando podemos dizer que é uma caixa preta hermeticamente fechada, sem entrada de luz.
Vamos a uma descrição básica:
Possui uma lente na ponta para facilitar o foco; Possui uma cortina de obturação que vai abrir para deixar entrar a luz e fechar quando a quantidade de luz necessária for suficiente para registrar a imagem; Um visor por onde veremos o objeto em questão; Um espelho que vai levantar quando a cortina de fotografia for acionada e aberta;

Esta é a descrição de uma câmera dslr. Mas existem as câmeras mirrorless que não utilizam espelhos e tem visão direta a partir de um monitor.

Na lente, entre os componentes de vidro, há um diafragma. Palhetas de metal que abrem e fecham junto com a cortina de abertura para deixar entrar a luz.

A função do diafragma é deixar entrar luz e ao mesmo tempo tem a função de definir o campo de profundidade. Grosso modo é aquilo que estará em foco antes do ponto focado e depois do ponto focado.

Quanto maior o número, maior será o campo de profundidade e quanto menor o número, menor será o campo de profundidade. Seria algo assim: 1/3 antes do objeto se apresentar nítido 2/3 depois do objeto se apresentar nítido.

Isso é basicamente, uma câmera fotográfica muito simples.

Agora, como usar isso para registrar um ufo?

1 – A câmera deve ter a capacidade de executar fotografias por longo tempo de exposição usando a função B (BULB) ou velocidades de 1/10, 1/15,1/30,1/60 avos de segundo.
ATENÇÃO: São avos de segundo. É 1 segundo dividido por 10, 15, 30, 60.
2 – A câmera deve estar sobre um tripé fixo e pesado para que não trema.
3 – Deve se utilizar uma lente entre 35 e 55mm em câmeras chamadas FULL FRAME(CCD do tamanho de um quadro de negativo 35mm). Nas outras, a lente sofrerá uma magnificação extra dependendo da marca: de 1,5x nas Nikon e 1,6x nas Canon.
Isso significa que se você usar uma lente 55mm numa Nikon, ela multiplicará 55mm x 1,5 na câmera. Você estará usando uma lente de 82,5mm que terá um campo visual menor de 52 graus que é a média de visão do olho humano.
Portanto deve se utilizar lentes de no máximo 55mm para se ter chance de uma visão de campo semelhante ao do ser humano.

COMO FAZER:
1 – Monte a máquina em um tripé.
2 – Coloque a Câmera no tripé e procure a função B ou escolha entre as velocidades de 1/10 avos de segundos até 1/60.
3 – Coloque o diafragma entre 2,8 ou 5,6 f. (Já que as fotos são noturnas.) Teoricamente deveríamos usar a maior abertura de uma lente. Atenção, a maior abertura é 00, correspondente ao menor número. Exemplo de outros valores de abertura possíveis para fotos noturnas:  1,2- 1,4-1,8,-2,8. Aberturas que possibilitarão registrar a maior quantidade de luz pela máquina. Mas nestes casos, se não fizer um foco perfeito a imagem sairá fora de foco. Portanto, utilize até 4 ou 5,6 de diafragma para uma melhor ideia de profundidade.
4 – Desligue o AUTOFOCUS, coloque em FOCO MANUAL e gire a lente para o INFINITO.
5 – Faça várias fotos com a lente focada no infinito e variando a velocidade. Pode também variar o diafragma.

BOA SORTE.

Referências:
https://brasilescola.uol.com.br/fisica – acessado em 08/04/2020
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/espectro-eletromagnetico.htm (Algumas ilustrações foram extraídas dos sites acima)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dispositivo_de_carga_acoplada – acessado em 08/04/2020
https://www.biskopsarno.se/ (Escola de formação do autor)

Nota:  1 – CCD (charge-coupled device) é um sensor semicondutor para captação de imagens formado por um circuito integrado que contém uma matriz de capacitores acoplados.

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