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LOCAIS DE PESQUISA UFOLÓGICA NO DF

Muitos locais utilizados para investigação e pesquisas do fenômeno UFO no DF e proximidades foram identificados por grupos de pesquisas que atuaram desde a criação de Brasília. Alguns deles ainda se mantêm como locais de alta incidência, dizia nos o saudoso Pesquisador Roberto Affonso Beck, quando escreveu o seu livro “Ufologia à luz dos fatos”.

Além das pesquisas na Fazenda Vale do Rio do Ouro, antiga Chapadinha, de propriedade do senhor Wilson Plácido de Gusmão, onde pôde-se constatar a presença de pequenas bolas de luzes que se deslocavam, ora junto ao chão, ora acima das copas das árvores e morros ali existentes, segundo Roberto, foram selecionados mais 11 locais no Distrito Federal, que passaram a ser frequentados pelo grupo:

  • Alfa 1: Km 19 da BR-251 — um dos locais mais ricos em fenômenos luminosos depois da Fazenda Vale do Rio do Ouro.
  • Alfa 2: “Estrada do Disco Voador” entre Novo Gama e Luziânia, onde um casal foi perseguido por uma sonda durante meia hora.
  • Alfa 3: Fazenda Jairí, km 45 da estrada Brasília a Belo Horizonte.
  • Alfa 4: Km 22 da BR-251.
  • Alfa 5: Sobradinho, depois da fábrica de cimento.
  • Alfa 6: Estrada DF-15, caminho do Núcleo Rural do Rio Preto, a 10 km do Plano Piloto.
  • Alfa 7: Campo de Aeromodelismo — estrada do Posto Colorado, até entroncamento para o município de Padre Bernardes.
  • Alfa 8: Mesma estrada perto das antenas da Rádio Nacional, ponto mais alto de Brasília.
  • Alfa 9: Ainda a mesma estrada, no entroncamento para Brazlândia.
  • Alfa 10: Luziânia, km 35 da estrada que vai para Vianópolis.
  • Alfa 11: Cocalzinho (GO) nos Pirineus.
  • Alfa 12: Morro da capelinha em Planaltina – DF (unidade de rede incluída posteriormente – não faz parte da rede proposta por Roberto Beck)

Outros locais que também foram pesquisados fora do Distrito Federal, e são citados na sua obra, são: Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso (GO), Chapada Diamantina (BA), Mucugê (BA), Vianópolis (GO), Alexânia (GO), Paraúna (GO), Cristalina (GO), Catalão (GO), Leopoldo Bulhões (GO) etc.
Continuam estes locais, outrora identificados como locais de vigílias, sendo ainda hoje frequentados por outros grupos de pesquisas e investigação ou de curiosos sobre o tema? Esta é uma pergunta desafiadora que se apresenta no momento a quem interessar a pesquisa.

Fonte: Ufologia à Luz dos Fatos (de Roberto Affonso Beck) – Biblioteca UFO – pag. 43 e 44. (Editora: BIBLIOTECA UFO – ISBN: 0005166594 – ISBN13: – 9780005166598 – Edição: 1ª Edição – 2006 – Número de Páginas: 172 – Acabamento: BROCHURA)

Wilson Geraldo de Oliveira

Uma Nova Ótica Ufológica

Faz algum tempo venho observando o movimento UFO no Brasil e no mundo. Observo o “Fenômeno histórico”. Para além do contato, do avistamento, das abduções, relatos, estudos e pesquisas. Observo as mudanças que o “Fenômeno” tem provocado na sociedade e no livre pensar. Isso vem me apontando questionamentos sobre “O que é de fato a UFOLOGIA?”. Penso que a ufologia precisa ser vista no seu todo, desde o estudo e a pesquisa dos fatos ufológicos, aos seus efeitos na sociedade. Ela representa uma variável provocadora do pensamento humano.

Algumas instituições buscam para si a responsabilidade de definir tipos de extraterrestres, tipos de aparelho (discos), tipos de contato, tipos de abduções. Os ufólogos focam no céu e em tudo de estranho que nele voa (voa?). É importante que isso seja feito e é tão ou mais importante observar o que acontece em volta de cada ocorrência ufológica, o que muda? O que se transforma? No que se transforma?

O fenômeno está na esquina, dentro da sua casa pela TV, é tema de discussão em escolas, de dissertações de graduação, mestrado e doutorado em universidades. Está  nas artes, no cinema, na literatura,  permeia praticamente todas as religiões e tradições. Está na indústria e no comércio. Alimenta desde a simples curiosidade popular ao consumidor mais exigente. Seja com simples souvenir à viagens turísticas e eventos internacionais. Seja com um simples gibi à revistas e jornais exclusivos sobre o assunto, ou a produções literárias mais sofisticadas. O fenômeno  modificou e modifica vidas, comportamentos e áreas físicas, ocupou e ocupa espaço na mídia. O fenômeno UFO/OVNI matou e/ou motivou a morte de pessoas. Ele é presente, real, concreto, palpável. Faz parte do cotidiano humano no planeta.

No Brasil, em pleno planalto central existe uma comunidade em que avistamentos são comuns. Há uma comunidade inteira que cultua o fenômeno. Os seres “extraterrestres” são vizinhos, parentes, deuses, guias, mestres. Essa comunidade ensina as suas crianças a amar o seu “semelhante” do cosmos.

Nos Estados Unidos pessoas se matam para irem se encontrar com seus mentores espirituais que viriam em um aparelho (disco), na cauda de um cometa.

Não ouso afirmar: “existe uma preparação para o dia da chegada.” Não é “preciso” ser profético. Os fatos se mostram no cotidiano. E isso não é cíclico, é único. E não parece que vai passar, como uma onda da modernidade. Os horizontes apontam muito mais, um processo diacrônico do ponto de vista de sua evolução. Muda-se a embalagem (procedimento sincrônico) de homenzinhos verdes marcianos do início do sec. XX à uma imensa diversidade tipológica no século XXI. O contato, a interação, está se intensificando.

A tentativa de padronização midiática na forma de Grays representou um outro procedimento sincrônico (na embalagem). O sincrônico prevalece sobre o diacrônico, pois a massa percebe somente o que está sendo utilizado no momento em sua forma aparente e simplificada. Sua mudança, em torno da diversidade, no entanto, revelando comportamentos diversos, e sentidos mais complexos, por ser gradual, passa despercebida, da maioria.

No século XIX Júlio Verne escrevia para crianças sobre viagem a lua, submarinos, viagem ao centro da terra. Como se estivesse acostumando aquela geração ao convívio com as maravilhas do futuro. Antigamente eram os livros e as leituras que faziam isso e agora? Agora temos a indústria cinematográfica, que a cada ano aumenta os filmes sobre o fenômeno, temos endereços na internet, revistas especializadas ou exclusivas sobre o tema.
Enquanto olhamos o céu a procura de OVNIs, eles vão entrando nas nossas vidas, modificando nosso pensar, nosso agir. Que será essa relação? uma lenta invasão? ou um lento processo de interação com outras civilizações? Eu quero crer que seja uma bela e surpreendente interação. Que com ela venha a expansão de nossa consciência individual e coletiva.